Crítica e Imprensa

Gostei muito dos contos de Ópera subterrânea. São ágeis, de desfechos inesperados e temas interessantes. O autor tem talento para a narrativa curta e para cativar o leitor. (Maria da Glória Bordini, professora de literatura - UFRGS)

 

Em Ópera subterrânea, temos personagens que se movem como se fossem atores sobre um palco, representando, em forma de monólogos, os seus dramas interiores. Conduzidos por uma voz narrativa ora em primeira, ora em terceira pessoa, os contos assumem, em determinados momentos, a força expressiva de um espetáculo teatral. (João Claudio Arendt, poeta e professor de literatura - UCS)

 

Não é tarefa fácil, para um escritor, causar nos leitores uma sensação de desconforto diante da história narrada. Essa sensação muitas vezes nasce da quebra de expectativa. Por exemplo, quando lemos uma fábula que se anuncia com um pressuposto de realidade, mas que aos poucos passa a fugir de nossa compreensão ao flertar com situações absurdas, sentimos uma coisa estranha e pouco palpável que emana das personagens. É justamente isso que ocorre nos contos de Ópera subterrânea, de Douglas Ceccagno. Esse desconforto, que demonstra engajamento entre os leitores e a história narrada, é apenas um dos méritos dessas narrativas que nos remetem a um universo onírico, excêntrico e perturbador. Com Ópera subterrânea, Douglas Ceccagno estreia na prosa com a mesma habilidade no trato da linguagem que já havia mostrado na poesia. (Márcio Miranda Alves, professor de literatura - UCS)

 

Em Ópera subterrânea, assistimos aos embates decisivos de personagens solitários, ante uma coletividade que os oprime. Entre angústias, tensões e desajustes, os subterrâneos abrigam o drama de cada protagonista, desnudando as lógicas absurdas e violentas que regem a sociedade. Um homem na iminência do suicídio; um velho à espera do abraço que dê sentido a sua existência; um sujeito transformado em girassol; um jogador preso a um tabuleiro gigantesco, onde a vida está em jogo: nesses e em outros espetáculos, realidades fantásticas dialogam alegoricamente com os universos ocultos e, às vezes, ignorados, que se movem em nós. A narrativa envolvente insta o leitor a projetar-se na cena e a assumir um papel, protagonistas que somos de nossas próprias óperas subterrâneas. (Marli Cristina Tasca Marangoni, poeta)

 

Douglas, recebi ontem o teu, agora nosso, Rábula. O que tenho a dizer é que fui surpreendido por um livro de altíssima qualidade poética, um conjunto de imagens que oscilam entre o repouso e a devastação. A sensação que tive durante a leitura foi a de que ouvia um poeta gritando seu inconformismo contra a usura e as maquinações antiéticas deste nosso mundo atual, como se alguma coisa nesta voz poética fosse capaz de tirar-nos a venda. Claro, sabemos que a poesia não tem a obrigação de consertar este mundo cheio de imperfeições, mas presta grande auxílio ao transformar suas contradições, vazios e fraturas  em matéria de inquérito. Há alguns dias eu lia um texto do poeta chileno Vicente Huidobro no qual ele dizia que "em todas as coisas há uma palavra interna, uma palavra latente e que está debaixo da palavra que as designa. Esta é a palavra que o poeta deve descobrir." O teu Rábula é, sem dúvida, uma obra que revela a palavra interna e a cospe descaradamente na face do leitor. Um livro primoroso. (Clóvis Da Rolt, poeta, artista visual e professor - Unipampa)

 

Longe demais das capitais: entrevista

 

Viagem de volta

 

Live do lançamento de Nem tudo foi dito

 

Projeto Contantes lança o livro Nem tudo foi dito

 

Entrevista ao jornal Integração da Serra

 

Dica de leitura no Jornal do Almoço

 

Entrevista - Cultura em Bento

 

34ª Feira do Livro deverá alcançar mais de 10 mil alunos em Bento

 

34ª Feira do Livro de Bento Gonçalves reunirá 23 escritores e 14 lançamentos

 

Cerca de 50 mil pessoas devem passar pela Feira do Livro de Bento Gonçalves

 

Café com Letras - Douglas Ceccagno

 

Ópera subterrânea no evento Do Livro ao Rap: Batalha de MCc vem com proposta de incentivar os jovens à leitura

 

Douglas Ceccagno será o escritor homenageado da 34ª Feira do Livro

 

Ópera subterrânea - jornal Rascunho

 

Contantes para ensinar a contar

 

Projeto Contantes visa à formação de escritores no município

 

Ópera subterrânea, de Douglas Ceccagno, é lançado na Dom Quixote Livraria & Cafeteria

 

Oficina de Criação de Narrativas

 

Grupo Neblina se reencontra em debate na Feira do Livro de Bento

 

Crítica social em versos

 

Obra Rábula, de Douglas Ceccagno, tem lançamento no dia 03 de outubro, em Bento Gonçalves